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Introdução

Definição

As verrugas virais são lesões da pele, comummente chamadas de “cravos” ou “papilomas”.

Frequência

Embora raras na 1ª infância, a frequência aumenta durante os anos escolares, atingindo um pico durante a adolescência, com tendência a reduzir a sua frequência nos anos seguintes.

Causa

São causadas por vírus da família dos Vírus do Papiloma Humano (Human Papilloma Virus – HPV), da qual se conhecem, actualmente, mais de 100 subtipos diferentes. Cada tipo de verruga é provocado por um número restrito de subtipo de vírus.

Sinais e sintomas

As verrugas virais mais habituais são designadas de verrugas vulgares. São lesões salientes na pele, de tamanho variando de 2-10 mm, de superfície áspera e rugosa (verrucosa), as quais costumam ser assintomáticas (não dão comichão e raramente doem).

Nos jovens surgem mais frequentemente nas costas das mãos e dedos, por vezes à volta das unhas naqueles que roem unhas e peles, nos joelhos ou em qualquer outra zona da pele.

Existem outros tipos de verrugas, como são as verrugas plantares, verrugas planas (frequentes na face), verrugas filiformes (verrugas de base muito fina), verrugas genitais ou condilomas, e outros tipos mais raros que não se justifica aqui referir.

O que fazer

Há que ter a noção de que, nos jovens, a maioria das verrugas tem tendência a curar espontaneamente, sem tratamento. Contudo, esta cura espontânea pode demorar meses ou anos, pelo que a decisão de tratar (ou não) depende de vários factores. É preciso tomar em atenção o número e localização das verrugas, a tendência ou não para a disseminação das mesmas, as queixas que possam existir (dor, por exemplo) e outros factores. 

Tratamento

Dado não existir nenhum tratamento específico para as verrugas, quer sejam locais ou gerais (não existem antibióticos ou antivirais), o objectivo passa por estimular a cura espontânea ou por destruir as verrugas, se possível não deixando cicatrizes ou marcas inestéticas. 

Para tratamento local podem utilizar-se pomadas ou vernizes com ácido salicílico e/ou ácido láctico, os quais provocam amolecimento e descamação acelerada das camadas superfícies da pele. Exigem paciência, persistência e continuidade para se obter resultado.

O tratamento mais frequentemente utilizado é a crioterapia, ou terapêutica pelo frio, utilizando o azoto líquido. É excelente para as verrugas das mãos, porém algo doloroso, o que pode impedir a sua utilização em crianças. Outros tratamentos destrutivos são a curetagem (utilizando uma espécie de colher – cureta), lasers ou electrocoagulação, mas necessitam de anestesia local.

A cirurgia clássica – excisão e sutura – deverá ser totalmente evitada.

Evolução / Prognóstico

As verrugas, com tratamento ou sem tratamento, curam na totalidade. Podem, obviamente, recidivar, mas tirando algumas situações especiais em que haja problemas imunológicos, o prognóstico geral é sempre bom.

Prevenção / Recomendações

Dado que as verrugas se transmitem por contacto e o vírus é mais facilmente inoculado se houver pequenas feridas ou gretas na pele, dever-se-á evitar roer as unhas e peles à volta das unhas, tentar arrancar as verrugas com os dentes (possibilidade de aparecimento de verrugas à volta da boca).

Nos casos raros de verrugas múltiplas e disseminadas, sem tendência a desaparecer, poderá ser consultado médico para despistar algum problema imunológico que explique a situação.

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