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Introdução

Definição

Verrugas plantares, também designadas genericamente como cravos ou papilomas, são lesões cutâneas, habitualmente dolorosas, que se localizam na planta e/ou face plantar dos dedos dos pés.

Frequência

São muito frequentes nas crianças e jovens que utilizam piscinas ou balneários desportivos.        

Causa

São causadas por vírus da família dos Vírus do Papiloma Humano (Human Papilloma Virus – HPV). 

Sinais e sintomas

O primeiro sintoma na criança com verruga plantar é, habitualmente, a dor ao andar ou correr, que a impede de assentar correctamente o pé no chão, em especial se a verruga se localizar em área de pressão (calcanhar, parte anterior da planta do pé, bordo externo do pé). É muitas vezes confundido, pela família, como consequência de corpo estranho introduzido, por exemplo um pico, ou como calo.

A verruga, que tem um diâmetro que não ultrapassa em geral cerca de 5mm, tem uma superfície áspera e a pele está espessada em volta. Se se raspar um pouco (com lâmina) observa-se melhor o tamanho da mesma.

Ao premir, a verruga é dolorosa, sendo contudo ainda mais dolorosa quando se aperta entre os dedos (pressão lateral), ao contrário do que acontece com os calos ou corpo estranho. 

É muitas vezes única, mas podem surgir 2-3-4 verrugas na mesma planta ou no outro pé. Em alguns casos, menos frequentes nos jovens, podem surgir múltiplas verrugas, mais superficiais, menos dolorosas, agrupadas numa pequena área, que se designam de verrugas em mosaico.

O que fazer

Quando a verruga é dolorosa, que obriga a por o pé em posição viciosa e às vezes a provocar calosidades em outras áreas de apoio, há que actuar no sentido de eliminar a verruga.

Até à puberdade a maioria das verrugas plantares tendem a cura espontânea ou a curarem com tratamento conservador, sem deixar cicatriz, pelo que a atitude médica deverá ser cautelosa e pouco agressiva. A mesma atitude deverá ser tomada para aquelas verrugas que surgem em área de não apoio.

Tratamento

A decisão terapêutica terá de tomar em consideração a localização da verruga, a existência ou não de dor, a idade do paciente, as técnicas disponíveis.

1. A aplicação sob oclusão (com penso ou aplicação de adesivo directo) de pomadas ou vernizes com produtos queratolíticos (ácido salicílico e/ou ácido láctico), os quais promovem maceração e descamação das camadas superficiais da pele, é a recomendação primeira. Esta aplicação diária deve ser complementada coma raspagem regular (com lâmina ou pedra pomes). Na maioria das crianças a verruga é eliminada em 2-3 semanas – a ausência de dor à pressão lateral é confirmativa da cura.

2. Nos adolescentes e adultos jovens esta aplicação de queratolíticos pode não ser suficiente. Nos casos de verruga única ou em pequeno número, recomenda-se a curetagem (excisão utilizando cureta ou colher de raspagem) ou a crioterapia (tratamento por frio, utilizando azoto líquido, mas sob anestesia local).

3. A cirurgia (excisão e sutura), a laserterapia ou a electrocoagulação são desaconselhadas na planta dos pés, não só por poderem deixar cicatriz dolorosa, como pelo risco de inoculação do vírus da verruga em cada ponto de sutura.

4. Outras técnicas, de utilização pontual, devem ser deixadas para o dermatologista.

Evolução / Prognóstico

Após a cura, a tendência para a recidiva é relativamente baixa, desde que o tratamento efectuado siga as regras estabelecidas e que o paciente cumpra os cuidados profilácticos aconselhados.

Prevenção / Recomendações

A prevenção passa pelo uso de calçado de protecção naqueles que frequentam piscinas, balneários e instalações similares. Em casa há igualmente que ter em atenção a possibilidade de transmissão através da partilha de calçado, tão frequente nos jovens

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