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Introdução

Definição

A sibilância corresponde ao som respiratório que resulta da passagem de ar pelas vias respiratórias quando estas estão parcialmente obstruídas ou “apertadas”. Considera-se que existe sibilância recorrente quando há ≥ 3 episódios de sibilância nos 3 primeiros anos de vida ou ≥ 3 episódios no último ano.

Frequência

É uma manifestação comum em idade pediátrica. Estima-se que, até aos 3 anos, 30-50% das crianças tenham pelo menos um episódio.

Causa

Há muitas causas possivelmente responsáveis por episódios de sibilância, mas as mais frequentes são as infecções virais e a asma.

Sinais e sintomas

Um episódio de sibilância caracteriza-se por sensação de falta de ar com pieira audível (som tipo “assobio” que se ouve durante a respiração). Tendo em conta que surge muito frequentemente no contexto de doenças virais, costuma aparecer no seguimento de obstrução nasal, tosse e possivelmente febre. Em contexto de asma, a sibilância pode ser desencadeada por exercício, frio ou exposição a situações que causem alergia.

Principalmente em crianças mais pequenas, observam-se sinais de dificuldade respiratória, nomeadamente uma respiração mais rápida com retracção de pele para dentro da região das costelas, abdómen ou pescoço. Pode ainda ser evidente cansaço nas atividades habituais e recusa em se alimentar. Estes sinais indicam um esforço e cansaço significativos.

O que fazer

Num primeiro episódio de sibilância, é conveniente que a criança seja observada por um médico.

Em casos de sibilância recorrente, é importante identificar os sintomas e iniciar o tratamento da crise de dificuldade respiratória conforme receitado pelo médico.  

Todas as crianças com sinais de dificuldade respiratória associados a cansaço de agravamento progressivo e/ou dificuldades alimentares e sem melhoria significativa após a medicação, tem igualmente indicação para observação médica.

Tratamento

Existem dois tipos de tratamento em contexto de sibilância: o tratamento das crises e o tratamento de manutenção ou controlo.

O tratamento das crises passa sobretudo pela utilização de medicamentos inalados, preferencialmente inaladores (“bombas”) com câmara expansora. O objectivo destes medicamentos é abrir as vias respiratórias que se encontram mais apertadas, melhorando a oxigenação/ventilação e a dificuldade respiratória. São também importantes medidas de suporte, como elevação da cabeceira da cama, lavagem nasal com soro fisiológico, fraccionamento de refeições e tratamento da febre com antipiréticos em dose adequada ao peso. Em casos de maior gravidade pode ser necessário administrar oxigénio em contexto hospitalar.

O tratamento de manutenção tem como objectivo a prevenção de novas crises e está indicado quando os episódios são muito frequentes ou quando são graves (por exemplo com necessidade de internamento).

Evolução / Prognóstico

É difícil prever como cada criança com sibilância recorrente vai evoluir. Na maioria dos casos, a sibilância recorrente tem carácter transitório, com melhoria progressiva e resolução dos episódios a partir dos 3 anos de idade. Outras crianças podem evoluir com episódios recorrentes num quadro compatível com asma. Têm sido descritos potenciais factores associados ao maior risco de ter asma no futuro, tais como asma nos pais, eczema atópico ou rinite alérgica. No entanto, na prática não é um desafio estimar em que grupo cada criança se irá inserir.

Prevenção / Recomendações

Como medidas gerais de prevenção das crises, recomenda-se evitar exposição ao fumo do tabaco e diminuir as situações que potencialmente desencadeiam as crises (contacto com agentes que causam alergia, exercício, ar frio). É ainda importante que cada família e criança saibam reconhecer os sintomas de crise, como devem actuar e quais os sinais que devem motivar observação pelo médico.

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