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Introdução

Definição

O nome vírus Zika tem origem no facto de ter sido descoberto numa floresta do Uganda chamada Zika.

Epidemiologia

O vírus pertence à família dos Flavivírus e foi isolado, pela primeira vez, em 1947, num macaco.

Actualmente circula na África Central, Ásia e nas Américas.

É transmitido ao ser humano, principalmente, por picada do seu vector, mosquitos do género Aedes.

A transmissão também pode ocorrer por transfusão de sangue, via sexual ou vertical.

O vírus já foi isolado na saliva e na urina.

O ser humano e o macaco são os seus hospedeiros naturais.

O período de incubação é geralmente de 3 a 10 dias

História Clínica

Febre, artralgia, cefaleias, exantema maculopapular e conjuntivite, que se prolongam cerca de 2 a 5 dias, são geralmente as primeiras manifestações da infecção aguda no adulto e na criança. Pode ocorrer Síndrome de Guillain-Barré e aumento de possibilidade de doença auto-imune.

Na infecção congénita destacam-se, no exame objectivo, microcefalia e microftalmia e os exames complementares revelam atrofia e calcificação cerebral, ventriculomegalia, pigmentação da retina e anomalias do cerebelo e do tronco cerebral. Pode ocorrer morte intra-uterina.

Realça-se o facto de só 1/3 dos pacientes infectados apresentarem manifestações da doença.

Diagnóstico Diferencial

Serologia – pouco fiável devido à reacção cruzada com Dengue e outras infecções por flavivírus.

PCR do sangue e da urina – detecta a infecção na fase aguda.

Na gravidez:

  •  PCR do líquido amniótico revela infecção congénita
  •  Eco fetal – constata as alterações do Sistema Nervoso Central.  

Diagnóstico diferencial

Dengue e outras doenças por Flavivírus.

Tratamento

Não existe tratamento específico.

Tratamento sintomático para as manifestações da infecção aguda – paracetamol para a febre, cefaleias artralgias e mialgias.

Evolução

Como já referido, há possibilidade de ocorrer Síndrome de Guillain-Barré e doença auto-imune.

Na infecção congénita também já foi assinalada a possibilidade de danos cerebrais e oculares.

Pode ocorrer morte intra-uterina.

Recomendações

Medidas na comunidade para eliminar os vectores:

  •   Pulverização intra- e extra domiciliária com insecticidas adequados
  •   Destruição de focos de mosquitos

Protecção contra a picada do mosquito vector:

  •  Mosquiteiros nas habitações
  •  Uso de repelentes
  •  Rede nas portas e janelas

Particularidade para as mulheres grávidas ou com projecto para engravidar:

  •  Tanto as viajantes como as residentes em zonas endémicas devem evitar circunstâncias susceptíveis de contrair infecção pelo vírus Zika
  •  Após regresso de zona endémica, mesmo que não apresentem qualquer sintoma, devem informar o seu médico assistente da permanência na referida zona.

Casais em idade fértil em viagem por zonas endémicas devem usar preservativos nas relações sexuais.

Para proteger a comunidade, os regressados de zonas endémicas devem evitar picadas de mosquitos susceptíveis de proceder a transmissão da doença a terceiros, por um período de 3 semanas.

Vacinas estão em investigação.

Bibliografia

  1. Kumar PP, Clark M. Clinical Medicine, 9th edition. Elsevier, 2017.
  2. Mathews PC. Tropical Medicine Notebook, 1th edition. Oxford University Press, 2017.

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