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Introdução

A taquifémia é uma perturbação da fluência. Frequentemente, aparece associada à gaguez, a dificuldades linguísticas e/ou motoras, ou a outras perturbações.

Frequência

Não existem dados científicos acerca da idade de início e evolução da taquifémia. No entanto, diversos autores referem que aproximadamente um terço das crianças que gaguejam, apresentam em simultâneo alguns componentes da taquifémia.

Causa

Ainda não existem estudos que expliquem de forma clara as causas da taquifémia. Contudo, existem alguns trabalhos iniciais que relacionam a perturbação com questões genéticas e neurológicas.

Sinais e sintomas

As características mais comuns englobam um ritmo de fala irregular ou excessivamente rápido, que se traduzem numa dificuldade em manter os padrões normais dos sons, sílabas e frases e pausas.

Podem verificar-se revisões e interjeições excessivas, bem como omissões e/ou distorções de sons e sílabas, particularmente em palavras mais longas. Desta forma, o discurso fica, muitas vezes, ininteligível e difícil de seguir pelo interlocutor.

Uma vez que a gaguez e a taquifémia estão frequentemente associadas, nem sempre é fácil fazer um diagnóstico diferencial, contudo há características que são diferentes entre as duas perturbações. Na taquifémia são mais frequentes as alterações na organização do discurso, dificuldades de atenção e concentração, bem como fraca consciência sobre o problema.

Para além disso, normalmente, para quem gagueja é mais difícil comunicar com interlocutores desconhecidos, enquanto que na taquifémia, as dificuldades são mais evidentes em ambientes familiares, com pessoas próximas.

O que fazer

Uma vez que a taquifémia está frequentemente associada a outras perturbações poderá ser necessária a avaliação de uma equipa multidisciplinar, onde é fundamental a avaliação do terapeuta da fala.

Antes de realizar este encaminhamento é importante ter em consideração que, muitas vezes, não existe consciência das dificuldades, pelo que uma atitude de não julgamento e de não culpabilização será sempre a mais adequada. Quem está a passar por estas dificuldades não o faz de propósito nem é preguiçoso para a fala.

Tratamento

No tratamento da taquifémia, e de acordo com a sintomatologia associada a cada criança ou jovem, poderá ser necessário utilizar estratégias para consciencialização das dificuldades, regulação de débito, utilização de uma articulação mais clara, organização de discurso, entre outras.

Evolução / Prognóstico

Tendo em consideração que a taquifémia está, frequentemente, associada a outras perturbações, a evolução e prognóstico dependem da sintomatologia própria da taquifémia, bem como das comorbilidades.

Prevenção / Recomendações

Recomenda-se uma avaliação e intervenção atempada de forma a prevenir o agravamento da sintomatologia e o impacto da mesma na vida da criança/jovem.

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